Eu tenho uma amiga chamada Marina.
Se ela fosse minha irmã seria a caçula. Mas não é minha irmã.
É um amor na vida. E sabe como eu sei? Porque a gente se revela. Ela é novinha mas me dá broncas, conhece as coisas do mundo, entende os absurdos, me ensina muito, embora ela seja Balboa e eu Apollo Creed. A gente ri e toma cerveja, se perde na rua, escorrega na chuva e também esquece onde foi, porque foi, sem motivo, vários apelidos, só amor.
Vem me buscar quando eu peço, me ouve, me abraça, me aceita, me leva embora prá casa. Gosta dos meus defeitos, adora minha esquisitice, e depois me manda parar com garotice. Ela gosta de mim.
É amor quando me chama de mau elemento, pivete desclassificada, cara de pau etc e tal.
Ela diz: você não vale nada então, fala a verdade prá mim!
Eu tenho uma amiga chamada Marina.
Que me liga de madrugada. A gente não tem limite, não tem vergonha de nada. E, nas conversas me mostra, como é bom a gente ser gostada. Ela me deixa ser, e eu deixo que ela seja o chefe da minha quadrilha. Só porque ela é a rainha das rimas.
A gente espera para ver o sol nascer no Humaitá, no Jobi, no sofá da minha casa onde eu falo alto e ela dá gargalhadas. São dela os melhores monólogos e performances de atriz, de menina inteligente e bonita, de quem me faz feliz. Outro dia eu estava triste, e até quis chorar um pouquinho, mas isso ela não deixou. Porque ela é show de peteca e sabe que eu tenho síndrome de Casemiro de Abreu.
Só tenho uma coisa a dizer: eu tenho uma amiga chamada Marina.
Amizade pura que é mais que amor.
E digo mais: quem há de negar que esta lhe é superior?
E digo mais: quem há de negar que esta lhe é superior?
1 luxinhos:
Lindo, hein?
Falou e disse!!!
bjs
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