quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A Lua Vermelha

A lua está vermelha 
Neste dia final a lua está redonda
Da música que toca logo ali,
E das lembranças minhas tuas, meu bem
A lua está vazia mas a minha melancolia é redonda.
A lua está vermelha, é o eclipse de você,  vestida da fantasia
Da saudade do que nao sei direito, do amor já desfeito
Do que me faz bem a lua está está cheia
Das lembranças do esquecimento
A lua está inteira,
No posto 6, na  praia
Na faixa de areia, no vento frio do Rio de Janeiro
A lua está inteira na lembrança do esquecimento
Na lima da persia da nossa caipirinha
A lua está colorida, amarela
Vermelha, coral, linda
E eu estou lugar comum
Repleta de histórias obvias, e não satisfeita
Deito no azul escuro
No desatino
Nos olhos negros de mar
Meus olhos negros de rio, o de águas paradas
Onde o vento sopra o colorido
Vermelho, coral, mais que linda,
Perfeita, a dança
A lua na noite dos orixás

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Prólogo Clichê

E coisa alguma que você dissesse poderia me tirar daquele estado de mudez, de confusão mental. E nem era confusão propriamente, é um outro estado de sentir. Quando você avisou  para nao acreditar em nada porque mentir era apenas um dos seus vicios, eu ri. Eu nao sei lidar com outras pessoas, eu nao sei evoluir neste tipo de assunto, eu nao sei mentir, nem mesmo fingir que estou mentindo. Do que exatamente estamos falando? Eu estou conversando com alguém que gosta de sexo e ficção entre outras coisas, por mim tudo bem, respondi, vamos ver o quanto você aguenta. Eu vou viver esta vida, eu vou fazer o meu personagem, eu vou entrar na sua vida sem você saber, é assim que vai ser a mentira, maior que a melhor das verdades. E você disse: meus outros vicios também me definem, não há qualidades aqui. Eu achei interessante, porque meus vicios também são minhas qualidades, mas não vou explicar. Eu só quero uma coisa de você. Você. Vem prá cá, eu digo.
Eu penso no vazio que estou sentindo agora, e olho bem para o seu rosto, para entender estas palavras que me soam tão antiquadas, e este vazio que nunca experimentei antes,  não quero me perder mais uma vez, mas no momento em penso já me perco e não dá mais para voltar. Vamos viver o nosso roteiro clichê. Ah, a ficção da  vida cheia de vícios.