Tem uma hora que a gente se pergunta, e agora?
Tem uma hora que a gente se pergunta, o que eu faço?
E a gente se pergunta o que eu quero, para onde eu vou?
Que coisa é essa que não é prosa, nem poesia, nem romance de quinta?
Não, talvez seja o nada, e a gente se pergunta o porque da confusão se não é nada?
O nada está me deixando confusa? Está me deixando triste? O nada está me deixando.
Minha vida está no gerundio quando sou melhor, muito melhor, no pretérito mais que perfeito.
Não posso reclamar. Outro dia me explicaram que o mundo que a gente tem é o mundo que a gente projeta.
E então eu me pergunto: paro de escrever banalidades e faço o que?
Talvez nunca mais escrever e começar a viver direito.
Menos fantasia e mais dinheiro.
Mais realidade e menos poesia.
Menos sobressalto e mais saúde.
Mais verdade e menos saudade.
Menos sonho e mais força de vontade.
Para pintar o mundo com as minhas cores, com minha assinatura.
Para plantar meu jardim, contruir minha casa, criar aquele lugar onde quero estar.
Sem mais perguntas, vou ser meu próprio avatar.
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