A transição e as rupturas da vida me fazem pensar. E ando pensando muito. Pensar é difícil porque pode me levar a agir, e agir me traz medo, porque o medo é a porta escancarada para o trágico.
Então penso. A vida é trágica. Mas para ser ser feliz preciso deixar que a vida viva em mim, preciso deixar que a vida se alimente do que é profundamente meu. Preciso deixar que ela abra o seu caminho com a minha vontade e devore este medo. Eu vou deixar que a vida me percorra, eu quero que a vida me ocupe totalmente. Eu necessito da tragédia.
Então vem o medo, o vazio, a falsa proteção. Eu sinto o cheiro da morte.
Parece que estou segura mas eu estou morta.
A vida não pode ser feita do medo, a vida é a coragem da tragédia.
A tragédia pode ser feia mas é linda. Ela é a substância das minhas verdades.
A tragédia é a ruptura mas é também a cura. Ela é a massa afetiva que queima e se move pela incandescência.
Um dia alguém me disse: - você tem vulcões dentro de você.
A tragédia é inocente.
Cheia de fúria e afeto, alegria e crença.
Crença de que ser feliz sempre será um pouco trágico. Descobertas, rupturas, vontades.
E pela tragédia de não se saber o que vem depois da felicidade.
Os objetos de luxo da minha vida eu guardo na memória, o que me foi único, o que me é próprio. Os objetos de luxo da minha vida me fazem maior e mais generosa, me salvam da mediocridade. Palavras para reinventar o mundo, atitudes,persistência. Poesia, compaixão e crença. Risos. Humor-objeto básico- repleto de muito luxo. O pensamento vivo, música, o sol de outono, os olhos emocionados, filhos - e a mão que desejo sobre a minha.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Ímpeto
E de repente, tudo que eu disse não fez mais sentido, o sentido das coisas e dos sentimentos se perderam, ou se encontraram, longe de mim. Tomaram uma forma aleatória dentro da história que contei.
Súbito, tudo mudou.
Sou aquela que não entende.
E de repente, perdi a clareza de todo o sentimento consubstanciado ao significado das coisas.
E de repente, tudo que eu penso, esqueci.
E de repente, a ruptura do sentido das coisas e dos sentimentos, foi o que me restou. Não sou e não posso mais, não consigo e não sei o quando e nem o porquê de coisa alguma.
Súbito, tudo mudou.
Sou aquela da expansão e do mergulho, vertida no exagero e nos arredores, sou do silêncio vivo do mar.
Não sou mais quem eu acredito. Sou o ímpeto.
O meu eu para quem o sentido lógico, das coisas e de todo o sentimento, é a própria incapacidade de viver.
Súbito, tudo mudou.
Sou aquela que não entende.
E de repente, perdi a clareza de todo o sentimento consubstanciado ao significado das coisas.
E de repente, tudo que eu penso, esqueci.
E de repente, a ruptura do sentido das coisas e dos sentimentos, foi o que me restou. Não sou e não posso mais, não consigo e não sei o quando e nem o porquê de coisa alguma.
Súbito, tudo mudou.
Sou aquela da expansão e do mergulho, vertida no exagero e nos arredores, sou do silêncio vivo do mar.
Não sou mais quem eu acredito. Sou o ímpeto.
O meu eu para quem o sentido lógico, das coisas e de todo o sentimento, é a própria incapacidade de viver.
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